Mercado de Escritórios de Lisboa | 1º Trimestre de 2019 (análise Savills)

Resultados de fecho do 1º trimestre de 2019 voltam a sublinhar o decréscimo de atividade no mercado de escritórios de Lisboa.

No final do 1º trimestre de 2019, o mercado de escritórios de Lisboa observou um volume total de absorção de 22.349 m2. Face ao período homólogo do ano 2018, este resultado aponta para uma descida acentuada de atividade de 44,6%.

À exceção da zona 2 (CBD) que registou uma subida no seu volume de absorção na ordem dos 5,4%, todas as restantes zonas verificaram descidas no seu resultado trimestral com a zona 6 (Corredor Oeste) e a zona 1 (Prime CBD) a contabilizarem os maiores decréscimos com 82,7% e 56,4% respetivamente.

No total do 1º trimestre de 2019, foram registadas 36 operações, que representam uma descida de 28% comparativamente ao número de operações ocorridas no 1º trimestre de 2018.

De notar que as zonas mais centrais do mercado, zona 1 (Prime CBD) e zona 2 (CBD) revelaram subidas de 11% e 10% respetivamente, no seu número de operações.

Os números apontam também para um arranque de ano mais tímido em algumas zonas de mercado, que tinham já alcançado subidas de atividade ao longo do ano 2018. É o caso da zona 6 (Corredor Oeste), que nos primeiros três meses de 2019 contabilizou um total de 8 operações traduzidas em 1.037 m2 de espaços ocupados.

Esta performance contrasta com uma soma de 13 operações e um total de 7.700 m2 ocupados entre os meses de janeiro e março de 2018, e que evidencia agora a ocupação por parte de empresas de menor dimensão em edifícios de escritórios.

As maiores transações do 1º trimestre de 2019, disseram respeito à ocupação de 3.579 m2 no Edifício Entrecampos 28, à ocupação por parte da Cimpor de 2.599 m2 no Edifício José Malhoa 22 e ao arrendamento de 2.289 m2 no Edifício José Malhoa 19 pela Everis.

O mercado volta a evidenciar uma maior tendência de ocupação de áreas compreendidas nos intervalos até 300 m2 e entre os 301 m2 – 800 m2.

Apesar da falta de oferta estar no cerne da descida de atividade no mercado de escritórios de Lisboa, a procura continua a demonstrar muito dinamismo e o interesse crescente pelas empresas expandirem os seus negócios na cidade de Lisboa continuará a fazer-se sentir. A mudança de escritórios mantém o seu lugar de liderança nos principais motivos de operação e acentua o excelente momento que o mercado vive para a concretização de negócios e aumento de desempenho das empresas.

O setor das TMT´s & Utilities destaca-se claramente como o setor empresarial mais ativo do mercado de escritórios de Lisboa, totalmente em linha com as apostas que têm sido feitas na cidade de Lisboa enquanto ecossistema empreendedor e tecnológico.

Nota Explicativa – Zonamento

O Mercado de Escritórios em Lisboa está dividido em 6 grandes zonas, de acordo com o seguinte mapa:

  • Zona 1 (Prime CBD): Eixo da Av. da Liberdade à Praça Duque de Saldanha.
  • Zona 2 (CBD): Eixo da Av. da República, Av. Duque de Loulé e zona das Amoreiras.
  • Zona 3 (Zona Emergente): Eixo do Campo Grande à 2.ª Circular, zona de Benfica, Praça de Espanha e Sete Rios.
  • Zona 4 (Zona Secundária): Eixo da Av. Infante Santo e Av. 24 de Julho.
  • Zona 5 (Parque das Nações): Parque das Nações.
  • Zona 6 (Corredor Oeste): Eixo A5 até Porto Salvo e Alfragide.
  • Zona 7: Todos os escritórios situados fora das zonas estabelecidas são englobados numa designada zona 7, que geograficamente corresponde a toda a área de Lisboa não considerada nas zonas 1 a 6.

Ver comunicado de imprensa completo

Fonte: Comunicado de imprensa da Savills (www.savills.pt)

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