Projetos de investimento estrangeiro em Portugal podem criar 28 mil empregos

Resultados da estudo anual da consultora EY. Investidores alemães foram dos que mais se destacaram.

Portugal subiu dois lugares no ranking mundial de atratividade enquanto país e está agora no 8º lugar entre as economias europeias mais atrativas para o investimento direto estrangeiro (IDE), concluiu o estudo da EY “Attractiveness Survey Portugal 2022”. A nação mais a ocidente da Europa ficou apenas à frente da Polónia e da Irlanda, que completaram o top 10 do Velho Continente.

O relatório, que todos os anos avalia a perceção dos investidores estrangeiros relativamente à atratividade do país enquanto destino de IDE, mostra ainda que a maioria (62%) dos inquiridos planeiam criar ou expandir operações em Portugal nos próximos doze meses, o que é um recorde. A mesma percentagem (60%) crê que a atratividade de Portugal irá melhorar no decurso dos próximos três anos.

“Portugal tem demonstrado resiliência face aos desafios económicos do mundo e da Europa nos últimos anos. Tal resiliência revela uma oportunidade única para que se desenvolvam condições que aumentarão ainda mais a atratividade e que podem capitalizar a perceção dos investidores” afirma Miguel Farinha, sócio responsável pela área de Estratégia e Transações na EY Portugal.

Uma das conclusões mais importantes é que os mais de 200 projetos de IDE realizados em Portugal no ano passado – mais 30% do que os 154 feitos em 2020 – têm capacidade para gerar cerca de 28 mil postos de trabalho. As duas centenas de iniciativas perfazem uma fatia de 3,4% do total que foi anunciado na Europa.

“As projeções de crescimento são mais favoráveis para Portugal do que para a média da União Europeia para os próximos dois anos. A economia digital continua a ser um sector em que os investidores depositam grandes expetativas, assim como os sectores das renováveis e imobiliário”, refere Miguel Cardoso Pinto, sócio da EY Portugal e líder da EY-Parthenon.

Os Estados Unidos mantêm a primeira posição como principal investidor em Portugal, com 30 projetos que representam 15% do total. Porém, em 2021, a maior economia do mundo partilhou a posição na tabela da EY com a Alemanha, uma vez que Berlim duplicou o número de projetos de IDE em termos homólogos. França (14,5%), Reino Unido (12%) e Espanha (11,5%) seguiram-se na lista dos principais investidores estrangeiros em Portugal, aponta a análise da consultora.

“É possível observar que Portugal deve apostar em algumas prioridades para se manter atrativo aos olhos dos investidores. De destacar: políticas de atração e retenção de talento, o apoio aos sectores considerados estratégicos e resilientes (por exemplo a economia digital), a contínua promoção da sustentabilidade como pilar de desenvolvimento económico e a simplificação do sistema fiscal que promova o IDE”, lê-se no “EY Attractiveness Survey Portugal 2022”.

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