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Portugal: subida do rating para A+ reforça a atratividade do mercado português

A decisão da Fitch de elevar o rating soberano de Portugal de A para A+, com perspetiva estável, reforça os sinais positivos...

A decisão da Fitch de elevar o rating soberano de Portugal de A para A+, com perspetiva estável, reforça os sinais positivos enviados aos investidores internacionais. Uma evolução que confirma a consolidação dos fundamentos da economia portuguesa e contribui para reforçar a atratividade do país.

Uma nova melhoria da notação de Portugal

A 4 de setembro de 2026, a agência Fitch Ratings elevou o rating de crédito de longo prazo de Portugal de A para A+, mantendo uma perspetiva estável.

Segundo o Governo português, esta é a quarta melhoria do rating soberano de Portugal em dois anos, na sequência das revisões efetuadas pela Fitch e pela Standard & Poor’s. Portugal passa agora a ter, na classificação da Fitch, o mesmo nível de rating que países como França e Bélgica.

Fundamentos económicos mais sólidos

A Fitch justifica esta revisão em alta com vários fatores, nomeadamente a trajetória de redução da dívida pública, a maior robustez das contas públicas face a países comparáveis e o compromisso com uma política orçamental prudente.

A agência prevê que a dívida pública portuguesa represente 87% do PIB no final de 2026, face a 89,7% em 2025. Para este ano, estima ainda um crescimento do PIB de 2,1%, impulsionado sobretudo pelo investimento.

A agência destaca igualmente a resiliência da economia portuguesa, apoiada por excedentes da balança corrente e por uma gestão orçamental considerada prudente.

Um sinal positivo para os investidores

Para além da dimensão financeira, a melhoria do rating constitui um sinal relevante para a atratividade de Portugal enquanto destino de investimento.

Uma melhor notação soberana pode contribuir para melhorar as condições de financiamento do Estado e, indiretamente, das empresas e dos projetos de investimento. Reforça também a perceção de Portugal junto dos investidores internacionais.

O Presidente da República destacou que esta melhoria deverá favorecer as condições de financiamento, apoiar o investimento e contribuir para a criação de emprego.

Esta evolução surge num contexto já favorável ao investimento estrangeiro. No primeiro semestre de 2026, Portugal registou 6,7 mil milhões de euros de investimento direto estrangeiro, enquanto o stock de IDE atingiu 225,1 mil milhões de euros no final de junho.

Um contexto favorável às empresas francesas

Para as empresas francesas que ponderam investir, instalar-se ou desenvolver a sua atividade em Portugal, esta evolução constitui mais um indicador da solidez e previsibilidade do ambiente económico português.

Portugal beneficia atualmente de vários fatores de atratividade: estabilidade institucional, integração na zona euro, melhoria das finanças públicas, crescimento económico e capacidade para atrair investimento internacional.

Neste contexto, a relação económica franco-portuguesa continua a apresentar um forte potencial. A presença já consolidada de numerosas empresas francesas em Portugal demonstra o interesse pelo mercado e pelas oportunidades que este continua a oferecer.

Para as empresas francesas que pretendem conhecer melhor o mercado português, identificar parceiros ou desenvolver a sua atividade no país, a CCILF acompanha os projetos de implantação e desenvolvimento em Portugal.

Fontes

  • Fitch Ratings – Fitch Upgrades Portugal to A+; Outlook Stable, 4 de setembro de 2026
  • Governo português – Fitch sobe rating de Portugal de A para A+, 5 de setembro de 2026
  • Presidência da República – Presidente da República congratula-se com a subida da notação financeira de Portugal, 5 de setembro de 2026

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